O então primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou sua renúncia ao rei Charles III nesta segunda-feira, 20, afirmando que seu trabalho está feito e expressando satisfação com sua gestão. Starmer destacou a recuperação do Partido Trabalhista após a derrota de 2019 e a vitória nas eleições de 2024, e disse ter promovido melhorias na economia e serviços públicos. Sua saída ocorre em meio a uma crise política, com pedidos para sua renúncia.
O então primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou nesta segunda-feira, 20, que seu trabalho à frente do governo “está feito” e discursou antes de apresentar sua renúncia ao rei Charles III. A saída marca o início da transição para que Andy Burnham, também do Partido Trabalhista, assuma o comando do governo britânico.
Em seu pronunciamento, Starmer agradeceu aos eleitores pela oportunidade de liderar o país e afirmou deixar o cargo satisfeito com os resultados de sua gestão. “Agradeço ao povo britânico pela oportunidade de servir. Saio com elegância. Saio com um sorriso e saio orgulhoso de tudo o que conquistamos”, declarou.
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O premiê iniciou o discurso ao relembrar sua atuação na reconstrução do Partido Trabalhista. Ele destacou que a legenda superou a derrota nas eleições de 2019 e voltou ao poder com ampla vitória em 2024.
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“Em seis anos e meio, tirei nosso partido de uma derrota histórica em 2019, o reformei para que estivesse apto a governar o país e conquistei uma vitória esmagadora nas eleições gerais de 2024”, afirmou. Starmer também classificou o posto de primeiro-ministro como “a maior honra” de sua vida.
Durante a despedida, o líder trabalhista fez um balanço positivo do governo. “Estou confiante de que a Grã-Bretanha está agora mais forte e justa do que há dois anos”, disse.
Segundo ele, a economia foi fortalecida, os serviços públicos registraram a maior redução nas filas de espera em 17 anos, a pobreza infantil diminuiu, a imigração caiu e as áreas de defesa e segurança foram reforçadas. Starmer também afirmou que a reputação internacional do Reino Unido melhorou durante seu mandato.
O então primeiro-ministro também comentou o cenário internacional. Segundo ele, o Reino Unido enfrenta um período em que “os inimigos não hesitarão” em tentar dividir o país por causa de seus valores, de sua liberdade e do apoio ao povo ucraniano. “Sob este ataque, é vital que nos lembremos da grandeza da Grã-Bretanha”, declarou.
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Starmer ressaltou ainda que os avanços de seu governo foram resultado de um esforço coletivo. “Apesar de toda a atenção voltada para os indivíduos, a política sempre será um esporte coletivo”, afirmou. “As mudanças que conquistamos para o nosso país e para o nosso partido pertencem a todos que lutaram por elas.”
A saída de Starmer ocorre em meio a uma crise política marcada por pedidos de integrantes do Partido Trabalhista para que ele deixasse o cargo. Segundo as informações divulgadas, ele havia anunciado sua decisão de renunciar em 22 de junho, depois de 23 meses como primeiro-ministro.
Na sequência da transição, Andy Burnham deve se reunir ainda nesta segunda-feira com o rei Charles III, que o convidará formalmente a formar governo. Com isso, Burnham se tornará o sétimo primeiro-ministro britânico em dez anos e o primeiro católico a ocupar o cargo em quase cinco séculos. Antes de encerrar o discurso, Starmer desejou sucesso ao sucessor e afirmou que ele conta com seu “suporte total”.
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