InícioEntretenimentoCamilla Camargo aposta na versatilidade em seus novos projetos audiovisuais

Camilla Camargo aposta na versatilidade em seus novos projetos audiovisuais

Por Flavia Viana

Se em “Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário”, disponível no Globoplay, Camilla Camargo surpreendeu ao se afastar dos papéis tradicionalmente associados à sua imagem ao interpretar a ambiciosa Georgete, os próximos meses indicam que a atriz continuará apostando em personagens e narrativas que escapam do lugar-comum. Com estreias previstas no streaming, no cinema e também no formato de curta-metragem, ela vive uma fase marcada por projetos que transitam entre o realismo policial, o suspense sobrenatural e até propostas de caráter mais experimental.

Um dos trabalhos mais aguardados é “Delegacia de Homicídios”, nova série do Disney+ criada por José Junior. Ambientada no Rio de Janeiro e inspirada em casos reais, a produção mergulha nos bastidores de investigações criminais e terá Camilla no papel de uma autoridade policial. O projeto chama atenção não apenas pelo elenco recheado de nomes conhecidos do público, como Marcello Melo Jr, Vanessa Giácomo e Danni Suzuki, mas também porque dialoga, de forma curiosa, com outro trabalho da atriz que chegará aos cinemas em breve.

Em “A Caipora”, ela interpreta Débora, uma investigadora da Polícia Civil. À primeira vista, a coincidência pode sugerir personagens semelhantes, mas as aproximações praticamente terminam na profissão. Enquanto “Delegacia de Homicídios” se ancora em uma proposta realista, ligada ao cotidiano das forças de segurança e à apuração de crimes inspirados em acontecimentos concretos, “A Caipora” leva a investigação para um terreno atravessado por mistérios, lendas e elementos sobrenaturais.

a - Foto: Pupin+Deleu - Foto: Pupin+Deleu

Camilla Camargo amplia repertório com personagens que cruzam realidade, suspense e imaginário popular

Imagem: Foto: Pupin+Deleu

“O que mais me atraiu foi justamente perceber que, mesmo com a vivência em ambientes parecidos, elas partem de lugares muito diferentes. Em ‘Delegacia de Homicídios’, a investigação acontece dentro de uma estrutura formal, onde a personagem precisa lidar com protocolos, hierarquia e uma busca constante por respostas concretas. Já em ‘A Caipora’, existe um universo muito próprio, permeado por outras camadas culturais, emocionais e até simbólicas, que transformam completamente a forma como ela observa e interpreta os acontecimentos. Na construção das duas, procurei entender não apenas o que elas fazem, mas principalmente quem elas são. Como pensam, quais são suas fragilidades, seus medos e suas motivações. A profissão ou a função investigativa acaba sendo apenas uma parte da identidade delas. O desafio e o prazer do trabalho de atriz estão justamente em encontrar essa humanidade única que faz cada personagem existir de maneira singular, mesmo quando elas compartilham características aparentemente semelhantes, como a profissão”, conta a atriz.

Essa versatilidade também ficou evidente em seus trabalhos mais recentes nos palcos. Em 2025, Camilla viveu Marina no musical “Aqui Jazz”, personagem que transita entre a força de uma diva do jazz e a vulnerabilidade de uma mulher em constante reinvenção, em uma montagem marcada pela improvisação e pela forte presença musical. Logo depois, assumiu um papel completamente diferente ao interpretar Clarice Lombardi em “Dois Patrões”, adaptação brasileira do clássico de Carlo Goldoni, explorando o humor, o ritmo da comédia e elementos da commedia dell’arte.

A diversidade de registros também aparece nos demais projetos que aguardam lançamento. Camilla estará em cartaz nos longas “Pacto Maldito”, ao lado de Carol Castro, e “Coração Sertanejo”, produções que ampliam ainda mais o leque de gêneros presentes em sua agenda recente. Paralelamente, a atriz também tem no horizonte o curta-metragem “Serventia da Casa”, thriller surrealista.

A sequência de projetos revela uma Camilla inclinada a explorar diferentes linguagens do audiovisual. Ela comenta: “Sempre fui movida pela curiosidade e pelo desejo de não me acomodar artisticamente. O que me encanta nesses projetos é justamente o fato de me permitirem explorar tantas camadas diferentes. Não escolho um trabalho apenas pelo desafio, mas percebo que bons desafios têm me escolhido cada vez mais. Gosto de interpretar mulheres complexas, que me façam pesquisar e enxergar o mundo por outras perspectivas. Também acho interessante surpreender o público e continuar explorando novos caminhos. Fazer algo que, de alguma forma, seja oposto ao trabalho anterior é uma maneira de crescer como atriz e manter o fôlego ao longo da carreira.”

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Imagem: Divulgação

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