InícioMundoUE avança em conversas para adesão da Ucrânia ao bloco

UE avança em conversas para adesão da Ucrânia ao bloco

A União Europeia decidiu avançar nas negociações de adesão da Ucrânia ao bloco. A medida marca a abertura de uma nova fase do processo de integração europeia do país.

Os 27 países-membros chegaram, nesta semana, a um acordo para iniciar o próximo estágio das conversas, depois do fim do impasse que travava o processo. A decisão libera a abertura formal do primeiro conjunto de capítulos de negociação.

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Nova etapa do processo de adesão

Os Estados-membros autorizaram o início das negociações em grupo, que tratam das bases do processo de adesão. Entre os temas estão Estado de Direito, instituições democráticas e regras do mercado interno.

Autoridades europeias afirmaram que a decisão representa um avanço no caminho da Ucrânia em direção ao bloco.

Leia também: “Invasão da Ucrânia pela Rússia dura mais que a Primeira Guerra Mundial

O avanço ocorreu depois da retirada de um veto que bloqueava o andamento das negociações. Com isso, a UE conseguiu retomar o processo de forma unificada entre os países-membros. Segundo autoridades do bloco, a decisão também inclui a Moldávia no mesmo pacote de negociações.

Ucrânia mantém pressão por adesão

O governo ucraniano pressiona pela aceleração do processo de entrada na UE desde o início da guerra com a Rússia. O país busca integração política e econômica mais rápida com o bloco europeu.

A União Europeia afirma que o processo segue critérios técnicos e depende do cumprimento de reformas internas.

Burocraticamente, a adesão da Ucrânia integraria o orçamento de guerra e os fundos de reconstrução às contas obrigatórias da União Europeia, transformando o atual apoio ocidental voluntário em uma política institucional permanente e de longo prazo.

A integração também unificaria os sistemas de energia, transporte e alfândega do país aos padrões europeus, reduzindo os últimos vínculos operacionais com o mercado russo. As sanções contra Moscou passariam a integrar o Direito Comunitário, consolidando as atuais linhas de conflito como uma fronteira regulatória e econômica oficial do bloco europeu.

A próxima fase inclui reuniões formais e análise de cada capítulo de negociação. O avanço dependerá do cumprimento das exigências estabelecidas pelo bloco europeu.

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