Você ainda paga em dinheiro? Estudos mostram que esse hábito pode estar ligado a maior controle financeiro e menos compras impulsivas
Em um cenário em que cartões por aproximação, PIX, carteiras digitais e aplicativos bancários se tornaram parte da rotina, pagar em dinheiro parece, para muitos, um hábito cada vez mais raro. No entanto, essa escolha pode estar longe de representar resistência à tecnologia!
Segundo uma reportagem publicada pelo portal argentino TN (Todo Noticias), especialistas em psicologia e economia comportamental apontam que quem prefere utilizar cédulas e moedas costuma desenvolver uma relação diferente com o próprio dinheiro, marcada por maior percepção dos gastos e autocontrole financeiro.
A explicação está na forma como o cérebro processa as perdas. Ao contrário das transações digitais, em que o valor é debitado quase sem esforço físico, o pagamento em espécie torna o ato de gastar mais concreto, aumentando a consciência sobre o dinheiro que está deixando a carteira.
A chamada ‘dor de pagar’ torna os gastos mais conscientes
Um dos conceitos mais conhecidos da economia comportamental para explicar esse comportamento é o chamado “efeito da dor de pagar”. A expressão foi desenvolvida pelo economista e professor do MIT Drazen Prelec em parceria com o pesquisador George Loewenstein.
Segundo os pesquisadores, desembolsar dinheiro em espécie provoca uma sensação psicológica mais intensa de perda, justamente porque a redução dos recursos é percebida de maneira imediata e tangível. Essa percepção tende a funcionar como uma barreira natural contra compras impulsivas.
Já nos pagamentos feitos por car…
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