InícioEntretenimentoMarmelo, Martelo e outras alegrias de Ruth Rocha

Marmelo, Martelo e outras alegrias de Ruth Rocha

É uma exposição simpática, que nos faz lembrar de como Ruth marcou a história de milhões de leitores e apresenta facetas menos conhecidas da artista. O seu talento para o canto é um exemplo.

Numa pilastra, lemos alguns sinônimos de felicidade retirados de dois livros de Ruth em parceria com Roth. Castelo feito de areia. Uma asa-delta voando. Ver um cavalo-marinho. Uma história em quadrinhos. Acabar um bom livro.

Ao atender um telefone em que ouvimos a voz de Ruth, lembrei de um episódio marcante envolvendo a autora. Com problema de visão, há alguns anos que outros leitores lhe auxiliam na hora da leitura. Durante a pandemia, era pelo telefone, em ligações diárias, que a Ruth e a irmã liam e conversavam sobre grandes livros.

Merece uma boa atenção um painel onde estão expostos exemplares da biblioteca de Ruth. É uma mistura de anotações sobre obras e autores que admira – boa surpresa ao encontrar Adolfo Bioy Casares por ali – com volumes autografados. A edição do controverso “Caderno Rosa de Lori Lamby” assinada por Hilda Hilst contrasta com o universo infantil criado por Ruth.

“Toda criança do mundo mora no meu coração”. A frase de Ruth aparece com destaque na ocupação. A autora ainda teve papel importante para que essa capacidade de dialogar com os pequenos por meio de histórias nada abobalhadas fosse reconhecida de maneira mais profissional pelos pares de mercado editorial.

Num dos textos que acompanham o material da exposição, Ana Maria Machado, outra gigante de nossas letras, recorda como Ruth atuou para que autores de literatura infantil começassem a ser tratados com prestígio e respeito, inclusive na hora da remuneração pelo trabalho intelectual.

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