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Flávio Bolsonaro ganha título de cidadão honorário de BH

O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) recebeu o título de cidadão honorário de Belo Horizonte nesta terça-feira (2), na Câmara Municipal, localizada no bairro Santa Efigênia, na região Leste da capital. O parlamentar chegou à capital mineira nesta segunda-feira (1) e visitou locais como o Hospital da Baleia e o Mercado Central.

Conforme a Resolução n.º 1778, de 3 de abril de 1992, podem ganhar título de cidadão honorário pessoas não nascidas em Belo Horizonte, “que tenham prestado relevantes serviços à Cidade ou praticado gestos beneméritos, de abnegação, sacrifício ou heroísmo no Município”, diz o texto. A proposta foi apresentada pelo vereador Vile Santos (PL).

Durante a solenidade, foram exibidas faixas em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Também foram afixadas bandeiras do Brasil, dos EUA e de movimentos pró-Bolsonaro no plenário da Câmara. Apoiadores ainda entoaram gritos contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao subir à tribuna, Flávio foi recebido com gritos de apoio do público presente. O evento reuniu ainda diversas lideranças políticas, entre elas os deputados federais Nikolas Ferreira (PL) e Domingos Sávio (PL), o deputado estadual Bruno Engler (PL), o secretário de Estado de Governo de Minas Gerais (SEGOV), Marcelo Aro, e o vereador de BH Vile Santos (PL).

Além disso, estiveram presentes o fundador do Grupo Sada e ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, e o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe.

Veja fotos:

Torcidas organizadas protestam

Manifestantes se concentram na porta da Câmara Municipal em protesto contra o título de cidadão honorário de BH concedido ao senador, nesta terça-feira (2).

Integrantes de torcidas organizadas e representantes de partidos de oposição ao político exibiram faixas, cartazes e usaram até um carro de som no protesto. Um boneco gigante do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de estado, também foi usado na manifestação.

Visita a BH

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro comentou que o Hospital da Baleia é uma referência e defendeu que o complexo deve “ser cada vez mais ampliado e modernizado”. O senador ainda afirmou que, caso seja eleito, fará investimentos na unidade de saúde.

“É um compromisso nosso, a partir do ano que vem, o Governo Federal vai dar muito mais atenção para uma unidade como essa e vai dar todo o amparo necessário para que os atendimentos aqui sejam ainda melhorados e ampliados para a população brasileira”, declarou.

Depois, o pré-candidato à presidência visitou o Mercado Central, usando uma blusa com uma frase típica mineira: “Cê é fi de quem?”. Durante a visita, Flávio Bolsonaro destacou a hospitalidade dos mineiros: “Uma grande honra estar aqui e ser tão bem tratado pelo povo mineiro no mercado popular, estar no meio do povo, ao lado de lideranças”, disse. Além disso, ele afirmou que pretende alinhar o “palanque em Minas Gerais”, “porque quem vence em Minas Gerais, vence no Brasil”, disse em outro vídeo no Instagram.

Já nesta terça-feira (2), Flávio Bolsonaro compareceu ao primeiro dia da feira Megaleite, maior evento de pecuária leiteira da América Latina, com programação até o próximo sábado (6). Na ocasião, o senador encontrou-se com os presidenciáveis Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). Ele também prometeu mais investimentos no setor. “Vamos também investir bastante em tecnologia para ajudar o nosso agro e o pessoal que produz leite aqui a ser cada vez mais produtivos, mais bem tratados, com tecnologia de ponta”, comentou nas redes sociais.

Crise no clã Bolsonaro

A consagração de Flávio Bolsonaro como cidadão honorário de BH ocorre em meio a um cenário de crise no clã dos Bolsonaro. Em 13 de maio, o Intercept Brasil revelou que o senador do Rio de Janeiro negociou diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o repasse de R$ 134 milhões para financiar o filme Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Documentos e mensagens obtidos pelo Intercept mostram que, entre fevereiro e maio de 2025, já haviam sido pagos aproximadamente 10,6 milhões de dólares, cerca R$ 61 milhões, em seis operações financeiras. A investigação evidencia que Flávio Bolsonaro utilizava o WhatsApp para cobrar pessoalmente Vorcaro sobre atrasos nos repasses, além de coordenar a liberação dos valores.

As últimas conversas entre ambos, reveladas pela reportagem, datam do início de novembro do ano passado, um período crítico para o Banco Master e Vorcaro. Pouco mais de uma semana depois dessa troca de mensagens, o Banco Central decretou a liquidação do Master e a Polícia Federal (PF) prendeu o banqueiro em um dos desdobramentos da operação sobre fraudes financeiras.

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