O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou nesta segunda-feira, 20, um relatório que atribui ao “Minimanual do Guerrilheiro Urbano”, de Carlos Marighella, influência sobre grupos marxistas-leninistas violentos em outros países. O documento destaca que Marighella fundou um grupo militante responsável por atentados e sequestros no Brasil, incluindo os de embaixadores em 1969 e 1970.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou, nesta segunda-feira, 20, um relatório que atribui ao Minimanual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighella, influência sobre organizações marxistas-leninistas violentas em outros países.
O documento afirma que Marighella fundou um grupo militante comunista responsável por atentados, assassinatos, execuções e sequestros no Brasil, incluindo os sequestros dos embaixadores da Alemanha Ocidental e dos Estados Unidos, em 1969 e 1970.
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Relatório destaca influência internacional da obra
Segundo o Departamento de Estado, o Minimanual do Guerrilheiro Urbano se tornou referência para diversos grupos marxistas-leninistas e defendia uma estratégia de revolução baseada no emprego da violência.
O texto cita trechos da obra que incentivam guerrilheiros urbanos a matar policiais e agentes da repressão, além de concentrar esforços na eliminação física desses integrantes das forças de segurança.
O relatório também menciona o livro ao tratar da Brigada Venceremos, organização criada nos Estados Unidos para enviar militantes a Cuba. De acordo com o documento, participantes recebiam instruções sobre guerrilha urbana e terrorismo.
O documento também reproduz um relato sobre integrantes da Brigada Venceremos. Segundo o documento, uma participante buscava esclarecer dúvidas sobre o Minimanual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighella.
Outro integrante manifestava interesse em adaptar para cidades norte-americanas as táticas empregadas pelos Tupamaros, grupo guerrilheiro marxista do Uruguai.
Ainda conforme o relatório, a Brigada Venceremos tinha como objetivo apoiar a revolução nos Estados Unidos e manter vínculos com o regime cubano. O documento sustenta que a organização atuava na formação de ativistas e na disseminação de ideias revolucionárias entre seus participantes.
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