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Cristina Kirchner contrata advogado brasileiro

A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, contratou o advogado brasileiro Rafael Valim para reforçar sua defesa em organismos internacionais, contestando sua condenação por administração fraudulenta. A defesa, que inclui o ex-juiz espanhol Javier Borrego, argumenta que houve violações ao devido processo legal. Kirchner foi condenada em 2024 a seis anos de prisão, com a sentença mantida pela Suprema Corte em 2025, resultando em sua inelegibilidade.

A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner contratou o advogado brasileiro Rafael Valim para reforçar sua defesa em organismos internacionais. O jurista atuará ao lado do espanhol Javier Borrego, ex-juiz do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, na contestação da condenação imposta à líder peronista pela Justiça argentina.

A estratégia da defesa é levar o caso a instâncias internacionais sob o argumento de que Cristina sofreu violações ao devido processo legal e a direitos fundamentais durante a tramitação da ação.

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Defesa contesta condenação da ex-presidente

A Justiça condenou Cristina Kirchner em 2024 a seis anos de prisão por administração fraudulenta em prejuízo do Estado. Em 2025, a Suprema Corte da Argentina manteve a sentença e confirmou a inelegibilidade permanente da ex-presidente para exercer cargos públicos.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com Cristina Kirchner. Buenos Aires, Argentina
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com Cristina Kirchner. Buenos Aires, Argentina | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Aos 73 anos, ela cumpre a pena em prisão domiciliar e recebe visitas em condições estabelecidas pela Justiça. No ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na Argentina e visitou a ex-presidente.

Desde o início das investigações, Cristina sustenta que sofre perseguição política e afirma que os magistrados conduziram o processo sem imparcialidade. Em entrevistas anteriores, classificou a atuação do Judiciário argentino como uma forma de lawfare, expressão utilizada para descrever o suposto uso do sistema judicial contra adversários políticos.

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Rafael Valim tem experiência em processos perante tribunais internacionais e é coautor do livro Lawfare: Uma Introdução, escrito em parceria com o ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin e a advogada Valeska Teixeira Zanin Martins.

Uma eventual manifestação de organismos internacionais poderá integrar a estratégia jurídica da defesa. A Argentina, diferentemente do Brasil, possui histórico de reconhecer decisões e pronunciamentos de cortes e órgãos internacionais de direitos humanos.

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