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A engenheira brasileira Gabriele da Silva Monteiro, de 34 anos, que estava desaparecida desde 23 de julho em Lyon, na França, foi encontrada com vida nesta segunda-feira, 27. Segundo a família, ela está com a “integridade física preservada e recebendo atendimento médico”.
Em comunicado, os parentes da brasileira agradeceram a mobilização de amigos, de voluntários, da comunidade brasileira em Lyon, da imprensa e de todas as pessoas que participaram das buscas ou compartilharam informações sobre o caso. “A corrente de solidariedade foi essencial para manter as buscas e a esperança ao longo desses dias”, disseram.
“Neste momento, o objetivo é que Gabriele possa se recuperar com tranquilidade e segurança. Maiores esclarecimentos serão feitos no momento oportuno, quando a família e a própria Gabriele se sentirem preparadas para isso. Mais uma vez, nosso sincero agradecimento por todo o carinho, apoio e compreensão”, diz o comunicado.
Natural de Brasília, Gabriele é formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC), fez especialização na França e vive em Lyon desde 2017, onde trabalha como engenheira. Ela é casada com o francês Florian Poutot, também engenheiro. A família informou ainda que Gabriele estava afastada do trabalho por motivos de saúde.
Entenda o caso
O desaparecimento ocorreu na última quinta-feira 23. Naquele dia, o marido de Gabriele voltou para casa por volta das 17h locais e não encontrou a esposa. No apartamento estavam o celular, documentos pessoais, cartões bancários e a mala que ela preparava para uma viagem à cidade de Rouen, onde compareceria ao casamento de uma amiga no dia seguinte.
A porta principal estava fechada, mas destrancada, o que levou pessoas próximas a acreditarem que Gabriele havia apenas saído rápido, sem a intenção de permanecer muito tempo fora de casa.
A última interação dela com o marido ocorreu por volta das 15h, quando visualizou uma mensagem enviada por ele no WhatsApp. Uma vizinha relatou tê-la visto pela última vez no elevador do prédio, por volta das 12h30.
Após o registro do desaparecimento, a comunidade brasileira em Lyon iniciou uma mobilização para tentar localizá-la. Voluntários percorreram locais frequentados pela engenheira, acionaram hospitais e autoridades e divulgaram o caso nas redes sociais e na imprensa francesa.
Na sexta-feira, a polícia local informou à família que uma investigação havia sido formalmente instaurada e seria conduzida por uma unidade especializada em casos de pessoas desaparecidas.

