Gravações do ex-presidente dos EUA, Joe Biden, com seu escritor-fantasma foram divulgadas, nesta segunda-feira, 28, depois de uma disputa judicial que resultou na desistência de seus advogados em impedir o acesso ao material. Os áudios, parte de uma investigação sobre documentos confidenciais conduzida pelo procurador especial Robert Hur, mostram Biden enfrentando dificuldades de fala e lapsos de memória 4 anos antes de assumir a Presidência dos EUA.
Depois de uma disputa judicial, gravações de entrevistas do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden com o escritor fantasma de seu livro de memórias foram divulgadas publicamente, nesta segunda-feira, 28. Os áudios, gravados em 2016 e 2017, fizeram parte do inquérito conduzido pelo procurador especial Robert Hur sobre documentos confidenciais.
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A divulgação ocorreu depois de os advogados de Biden desistirem de uma ação que buscava impedir o acesso ao material. A decisão foi aceita por um juiz, de modo a encerrar meses de recursos. Mike Howell, ex-integrante da Heritage Foundation e agora ligado ao Oversight Project, foi o autor do pedido via Lei de Acesso à Informação, por meio do qual alegou interesse público na análise de gravações e transcrições.
Áudios reforçam avaliação sobre condição de Biden
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O Oversight Project tornou públicas horas de conversas entre Biden, então ex-vice-presidente, e Mark Zwonitzer. Nelas, Biden faz longas pausas, fala com dificuldade e demonstra lapsos de memória. Os áudios reforçam a avaliação de Hur sobre a baixa condição cognitiva de Biden durante as investigações do caso.
“Joe Biden não queria a divulgação dessas fitas”, afirmou o vice-presidente de Litígios do Oversight Project, Jeff Clark, à Fox News Digital. “Mas agora elas vieram à tona — depois de dois anos de atraso doloroso. Não há alegria em Bidenville hoje. A decisão de Robert Hur e Merrick Garland de poupar Biden por manter e divulgar informações confidenciais precisa ser reexaminada por completo.”
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Segundo o Comitê Judiciário da Câmara, estão disponíveis, ao todo, duas horas e 45 minutos de áudios. Hur investigou o manuseio de documentos confidenciais por Biden desde o período em que foi vice-presidente no governo Obama até seu mandato como senador. O procurador especial optou por não apresentar acusações criminais. A justificativa foi que não seria possível demonstrar intenção de retenção ou divulgação do material.
No relatório, Hur descreveu as conversas de Biden como “dolorosamente lentas” e destacou as dificuldades de memória do ex-presidente, tanto nas gravações de 2017 quanto na entrevista de 2023, ao escritório do procurador.
Hur ainda justificou que Biden poderia ser visto por um júri como um “idoso simpático, bem-intencionado, mas com problemas de memória”, e não como alguém que violou leis de documentos confidenciais de maneira intencional.
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