Uma fonte do governo dos EUA revelou que o presidente Donald Trump autorizou um acordo nuclear de 30 anos com a Arábia Saudita, que ainda precisa da aprovação do Congresso. O pacto permitirá que empresas norte-americanas ajudem os sauditas a desenvolverem seu programa de enriquecimento de urânio para reatores civis, com limitações nas inspeções internacionais. A decisão gerou reações em Israel, onde líderes políticos expressaram preocupações sobre a possibilidade de um programa nuclear saudita levar a uma corrida armamentista na região.
Uma fonte do governo norte-americano revelou, nesta quarta-feira, 22, à CNN Internacional, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou um acordo nuclear com a Arábia Saudita. O pacto, que terá validade de 30 anos, ainda precisa do aval do Congresso dos EUA antes de implementação oficialmente.
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O entendimento prevê que empresas dos Estados Unidos forneçam conhecimento técnico e tecnologia para que os sauditas desenvolvam seu programa de enriquecimento de urânio destinado a reatores civis.
Ainda conforme a CNN norte-americana, entre as condições está a limitação das inspeções internacionais sobre as instalações sauditas.
Repercussão internacional da decisão dos EUA
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Nesta terça-feira, 21, veículos como a Associated Press já haviam divulgado detalhes sobre a negociação. Eles provocaram reações no cenário político de Israel.
Avigdor Lieberman, ex-ministro da Defesa e líder do partido Israel Beitenu, afirmou em rede social que “um programa nuclear civil saudita terminará com armas nucleares e levará a uma corrida armamentista desenfreada em todo o Oriente Médio”.
Leia também: “Parem de odiar os Estados Unidos”, artigo de Liz Wolfe, da Reason, publicado na Edição 331 da Revista Oeste
O general da reserva Yair Golan, dirigente do partido Democratas, criticou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. “Ele perdeu a chance de normalização das relações com a Arábia Saudita e, ao mesmo tempo, permitiu que o país adquirisse capacidades nucleares”, afirmou. Até o momento, o governo de Israel não se pronunciou oficialmente sobre o acordo.
As conversas para normalizar relações diplomáticas entre Israel e Arábia Saudita permanecem paralisadas desde o início da contraofensiva israelense ao Hamas. O conflito atualmente está em cessar-fogo.
O programa nuclear do Irã, adversário tanto de Washington quanto de Riad, foi apontado como causa para a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o regime iraniano, iniciada no fim de fevereiro. O governo de Teerã reitera que seu projeto nuclear tem apenas fins civis.

