A União Europeia convocou uma reunião de emergência dos ministros do Interior para esta terça-feira, 4. O objetivo é discutir a crise migratória em Ceuta, enclave espanhol no norte da África, depois da entrada massiva de imigrantes do Marrocos. O encontro abordará medidas para reforçar as fronteiras da UE, cooperar com o Marrocos e combater o tráfico de pessoas. O governo espanhol intensificou o patrulhamento e iniciou o retorno de imigrantes, enquanto Itália e França reforçaram a fiscalização sobre viajantes da Espanha.
A União Europeia convocou uma reunião de emergência dos ministros do Interior para esta terça-feira, 4, a fim de discutir a crise migratória em Ceuta, enclave espanhol localizado no norte da África. A decisão foi tomada depois da entrada em massa de imigrantes procedentes do Marrocos. O movimento elevou a tensão política entre a Espanha e outros países do bloco.
Segundo autoridades europeias, o encontro vai debater medidas para reforçar as fronteiras externas da UE, ampliar a cooperação com o governo marroquino e intensificar o combate às redes de tráfico de pessoas. A agência europeia de fronteiras, a Frontex, também poderá receber apoio adicional para atuar na região.
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União Europeia vê pressão sobre a fronteira
Nos últimos dias, dezenas de milhares de pessoas tentaram atravessar a fronteira entre o Marrocos e Ceuta, provocando uma das maiores crises migratórias registradas na região desde 2021. O governo da Espanha reforçou o patrulhamento da fronteira, instalou barreiras marítimas e iniciou o retorno de parte dos imigrantes ao território marroquino.
A crise levou países europeus a adotar medidas de controle temporário em suas fronteiras internas. Itália e França anunciaram o reforço da fiscalização sobre viajantes procedentes da Espanha, alegando preocupação com o aumento dos fluxos migratórios irregulares.
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A reunião extraordinária foi solicitada por um grupo de países da União Europeia que defende uma resposta conjunta e imediata. Entre as propostas em discussão estão o fortalecimento da Frontex, o aumento do apoio financeiro à Espanha e a ampliação dos acordos com o Marrocos para impedir novas travessias.
O episódio reacendeu o debate sobre a política migratória europeia e sobre a capacidade dos países do bloco de responder de forma coordenada a pressões nas fronteiras externas da União Europeia, especialmente nos enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla, localizados no continente africano.
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