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O Irã atacou instalações militares americanas no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia nesta terça-feira, 21, após as forças dos Estados Unidos bombardearem alvos no sul do território iraniano durante a madrugada. A ofensiva ocorre depois de Teerã prometer onfesivas “ainda mais poderosas” na região.
A Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irã, também anunciou nesta terça-feira que apreendeu dois petroleiros no Estreito de Ormuz, horas após um navio-tanque ser atingido por um “projétil não identificado” perto da costa de Omã, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO.
Já o Centcom, comando miltar americano responsável pelo Oriente Médio, informou ter concluído sua mais recente rodada de ataques contra o Irã. Segundo o Exército dos Estados Unidos, foram atingidos centros de comando militar, capacidades marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones e sistemas de defesa aérea iranianos.
Explosões foram ouvidas nos arredores da cidade de Shiraz, no sul do Irã, enquanto Konarak e Chabahar também foram alvo de ataques, segundo a mídia estatal.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou no domingo que as últimas ofensivas militares contra o Irã foram uma homenagem aos membros das forças armadas americanas mortos nos últimos dias.
Tensão no mar
A troca de ataques ocorre um dia após uma nova ameaça ao tráfego marítimo na região. Os rebeldes hutis do Iêmen, aliados do Irã, anunciaram na segunda-feira um embargo marítimo contra a Arábia Saudita.
Em comunicado, o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, afirmou que o bloqueio entra em vigor imediatamente e classificou a Arábia Saudita como um “inimigo criminoso”. Segundo ele, a medida segue a lógica de “olho por olho” e é uma resposta ao que chamou de “cerco injusto e opressivo” imposto por Riade ao Iêmen ao longo de quase 12 anos.
Esforços diplomáticos
Apesar da escalada militar, seguem os esforços diplomáticos para restaurar o cessar-fogo firmado no mês passado. Nesta segunda, Teerã afirmou continuar suas conversas com os Estados Unidos através de mediadores.
“Fomos informados pelos mediadores, recebemos mensagens — sem entrar em detalhes —, mas o essencial é que o aparato diplomático esteve ativo nos últimos dias”, declarou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, durante uma coletiva de imprensa em Teerã.
Paquistão, Catar e Omã participam das negociações entre Teerã e Washington.

