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Hector Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, foi morto em uma operação militar entre Estados Unidos e Venezuela, na sexta-feira, 12, confirmaram os dois governos. Ele era líder da organização criminosa Tren de Aragua, originária de Tocorón, na Venezuela. “Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque rápido e letal para eliminar Niño Guerrero, do tristemente conhecido Tren de Aragua”, publicou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede Truth Social. “Essa ação foi coordenada de perto com nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem.”
O Tren de Aragua é apontado atualmente por autoridades públicas como a organização que mais cresceu na América do Sul nos últimos anos. Em Roraima, a polícia local aponta a fronteira com o país vizinho como um dos grandes problemas para a entrada desse grupo no Brasil. Isso porque, com o livre acesso entre as populações, os criminosos se infiltram entre os refugiados e começam a atuar de maneira delinquente em território brasileiro — há registros de parceria com o Primeiro Comando da Capital (PCC) no Norte do país e a atuação nos estados do Sul, que fazem fronteira com Argentina, Uruguai e Paraguai e facilitam a atuação criminosa por causa da língua espanhola.
Em setembro do ano passado, VEJA mostrou que o Brasil se tornou campo de atuação de grandes organizações mafiosas, o que inclui o Tren de Aragua. O grupo criminoso contava com três grandes líderes. O número um era Niño Guerrero, que estava no radar das polícias não apenas venezuelanas, mas também da Colômbia, Equador, Chile, Peru, Brasil e EUA. Ele foi condenado por homicídios, tráfico e contrabando. “Niño Guerrero está envolvido em atividades criminosas há mais de duas décadas e transformou o Tren de Aragua de uma gangue prisional envolvida em extorsão e suborno em uma organização com crescente influência em todo o Hemisfério Ocidental”, cita o Departamento de Tesouro dos EUA, que ofereceu anteriormente 5 milhões de dólares por informações sobre Guerrero.
Em 2023, policiais da Venezuela invadiram o presídio de Tocorón, a menos de 150 quilômetros da capital Caracas, na tentativa de desarticular o Tren de Aragua, o que não aconteceu. Na ocasião, as autoridades citaram que Guerrero fugiu por um túnel e teria sido avisado por agentes corruptos da ação policial na cadeia. Desde então, ele estava foragido. Outros dois nomes considerados pelas autoridades públicas como líderes da facção criminosa são: Yohan José Romero, conhecido como Johan Petrica, e Giovanni Vicente Mosquera Serrano.

